Cianobactérias

A maioria das bactérias fotossintéticas são  designadas cianobactérias, e foram conhecidas por algas azuis durante longos anos. Este grupo de bactérias colonizou meios muito diversificados, devido à sua elevada auto-suficiência, embora a maioria seja de água doce.  

Este tipo de bactéria terá surgido na Terra há cerca de 3000 M.a., como o provam os estromatólitos encontrados na Austrália, que se calcula serem já fotossintéticos, embora talvez não libertassem ainda oxigénio.

As cianobactérias dominaram completamente a evolução biológica durante mais de 2000 M.a., atingindo enorme sucesso. Provavelmente terão sido as responsáveis pela reinstalação e proliferação de formas heterotróficas nos oceanos primitivos, pois seriam elas próprias importantes fontes de alimento.

Geralmente as cianobactérias têm vida livre mas podem estabelecer simbiose com outros organismos ou formar colónias filamentosas, por vezes envolvidas por uma cápsula mucilaginosa.

Colónia de cianobactérias, envolvida por uma cápsula gelatinosa

As cianobactérias são maiores que os restantes procariontes, não apresentam órgãos locomotores, e realizam fotossíntese com o auxílio de pigmentos fotossintéticos variados, como a clorofila a, os carotenóides (pigmentos amarelos),  a  ficocianina (pigmento azul) e a ficoeritrina (pigmento vermelho).

Estes pigmentos distinguem-nas das restantes bactérias fotossintéticas pois estas dependem da bacterio-clorofila para realizar este importante processo. 

Outra importante diferença reside no facto de as cianobactérias apresentarem lamelas internas, invaginações da membrana plasmática onde se localizam os pigmentos e as enzimas fotossintéticas. Estas lamelas são consideradas precursores dos tilacóides vegetais e não existem nas restantes bactérias fotossintéticas.

Um dos produtos resultantes da fotossíntese, o oxigénio molecular, é um dos factores que mais condiciona a vida das bactérias.

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