Earth Hour

Alterar negócios com consumo organizado de carrotmob no Vimeo

www.greenpeace.pt

Projecto de Promoção e Educação para a Saúde da Escola Secundária de Amora

2011 - Ano Internacional das Florestas

Consulte o relógio da Terra

 

A carregar vídeos ...

"Eu sou o problema populacional"

A explosão populacional é uma questão que normalmente atribuímos a outros: africanos e asiáticos que "têm mais filhos do que conseguem alimentar", imigrantes nos nossos próprios países com as suas "famílias grandes", etc.

Mas na realidade, o problema populacional sou eu: ocidentais, brancos de classe média como eu. Aqui está a culpa.

Muitos bem-intencionados dizem que "sou mesmo o tipo de pessoa que devia ter filhos" mas au contraire. Nós somos precisamente o tipo de pessoas que não deviam ter filhos.

As questões da população não se resumem a uma contagem de cabeças. O impacto da humanidade no ambiente não é apenas determinado por quantos de nós andam por cá mas por que quantidade de coisas usamos e quanto espaço ocupamos. E como ocidentais financeiramente confortáveis, usamos muita coisa e ocupamos muito espaço.

A nossa pegada ecológica é cerca de 200 vezes superior à do etíope médio e mais de 12 vezes maior do que o indiano médio. Quando uma mulher pobre no Uganda tem outro filho, tantas vezes porque não tem acesso a planeamento familiar, oportunidades económicas ou autodeterminação, ela pode reduzir as probabilidades da sua família sair da pobreza ou aumentar a dificuldade da sua comunidade em fornecer água limpa e alimento a todos mas certamente não será um grande fardo para o ambiente global.

Já quando uma mulher ocidental tem um filho, cuidado! Tralha, engenhocas, casa maior, carro maior, petróleo do Médio Oriente, carvão da Colômbia, coltrão do Congo, barro da China, algodão cheio de pesticidas do Egipto, soja geneticamente modificada do Brasil e, quando esse filho tiver filhos, lava, seca e repete (em água quente). Sem qualquer esforço, os ocidentais, especialmente os americanos, usurpam recursos de todos os cantos do globo e depois cospem 99% deles de volta, sob a forma de poluição.

Pessoas conscienciosas tentam limitar esse consumo, pois claro. Deslocam-se o máximo que puderem de transportes públicos ou a pé, comem os níveis mais baixos a cadeia trófica, compram usado em vez de novo, reduzem o aquecimento, contêm o vício das novas engenhocas. Mas mesmo assim, apenas por viver num país ocidental a nossa pegada ecológica está em níveis insustentáveis.

A maior contribuição que eu posso fazer para um ambiente mais limpo é não trazer mais mini-eus ao mundo. Um estudo de 2009 da Universidade Estadual do Oregon descobriu que o impacto climático de menos uma criança nos Estados Unidos é quase 20 vezes maior que o impacto de adoptar uma série de práticas amigas do ambiente o resto da vida, como conduzir um carro eficiente, reciclar ou mudar as lâmpadas.

A maioria das pessoas não pensa da mesma maneira e não devem ser criticadas. Cada um tem as suas circunstâncias e valores próprios e as questões ambientais não são as únicas a considerar. Mas é preciso que se torne mais fácil para as pessoas tomarem a mesma decisão: decidi não ter filhos como forma de proteger o ambiente.

Muitas mulheres têm dificuldade em encontrar médicos que lhes façam uma laqueação das trompas se não tiverem já tido filhos, os médicos alertam para o facto de a esterilização ser irreversível e que muda toda a sua vida. Mas ter uma criança é irreversível e muda a nossa vida e nenhum médico alerta as mulheres para que não o façam. 

Ao longo dos anos, tem sido mais aceitável casais inter-raciais terem filhos, tal como mulheres sozinhas, homossexuais, mulheres com mais de 40 anos, etc. A aceitação tem sido bem mais lenta para quem decide não ter filhos.

A verdadeira liberdade reprodutiva tem que incluir a aceitação social da decisão de não se reproduzir. Quando a alcançarmos, significará menos pressão sobre os homens e mulheres que não sentem o apelo de se tornarem progenitores. Significará um menor estigma  sobre os que quiseram ser pais mas não tiveram essa oportunidade. Haverá um maior leque de opções para as pessoas que ainda não decidiram, menos crianças a nascer de pais ambivalentes ou infelizes, levando-nos para mais perto da meta "todas as crianças são desejadas."

Eu reconheço que sou parte do problema populacional, estou a tentar ser parte da solução também. 

 

 

Arquivo de Notícias

 
Grupo simbiotica.org Partilhe também as suas fotos da natureza no grupo simbiotica.org

Em última análise, conservaremos apenas o que amamos. Amaremos apenas o que compreendermos e compreenderemos apenas o que nos ensinarem."       

~~ Baba Dioum, 1968                

Twitter simbiotica.orgFacebook simbiotica.orgFlikr simbiotica.orgYouTube simbiotica.org

Partilhar este site

Fazer doação
páginas optimizadas para visualização com I.E. 8 ou superior e resolução 1024x 768 ou superior

@ 2001-11 Todo o conteúdo da rede simbiotica.org é protegido por uma Licença Creative Commons. Licença Creative Commons